DESIGN DO LIVRO MÓVEL: COESÃO E COERÊNCIA NAS ESCULTURAS DO PAPEL

  • Verônica Soares dos Santos PUC-Rio
  • Vera Lúcia Nojima PUC-Rio

Resumo

Este trabalho faz parte de uma pesquisa de mestrado no campo do design editorial sobre a utilização dos recursos da engenharia do papel e as amplas possibilidades do livro-objeto. O livro móvel (pop-up) que, em geral, é classificado para o público infanto-juvenil pelo mercado editorial, muitas vezes permeia e cativa também o universo adulto, sendo considerado livro para colecionar. Trata-se de um produto editorial com peculiaridades e multiformas derivadas dos mecanismos da engenharia do papel, que concerne ao conjunto de técnicas que utilizam características mecânicas para criar produtos móveis. De modo sucinto, a engenharia do papel tem como intenção primordial gerar o movimento nos produtos e, para isso, faz uso de conceitos mecânicos de acionamento manual em suas estruturas, que podem ou não ser tridimensionais. Tais livros visam estimular a imaginação e maximizar a experiência do “aprendizado” sensorial e sinestésico. Considerando as diversas configurações apresentadas no livro móvel, este trabalho propõe uma análise das relações entre as linguagens híbridas no conteúdo que os livros móveis contêm, investigando ainda as vinculações de coerência e coesão entre textos, ilustrações e as esculturas do papel dispostas nos livros contemporâneos. A coesão e coerência são princípios da linguagem que contribuem para a produção de sentido da tessitura textual e propiciam a assimilação dos conteúdos distintos e inter-relacionados que se fazem potencialmente relevantes para interação no que se refere aos aspectos estéticos, culturais, lúdicos e subjetivos dispostos no design do livro. Serão apresentados estudos sobre o exemplar de livro móvel do gênero infanto-juvenil, Vinte mil léguas submarinas de Júlio Verne, PubliFolha, 2010, adaptado pelo engenheiro do papel Sam Ita, numa perspectiva intersemiótica.

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Publicado
11-07-2019